De PC para MAC

 
 

Há já muito tempo que pensava adquirir um MacBook devido principalmente a toda a informação positiva que me chegava sobre os novos Mac construídos em alumínio com todas as suas novas funcionalidades. Durante meses consegui refrear os meus impulsos consumistas… e ainda bem… porque, no Natal de 2008, a minha namorada (sim, tenho mesmo uma namorada), a minha cunhada e, principalmente a minha sogra ofereceram-me um MacBookPro. Claro que esta oferta tem um custo – acabaram as piadas sobre sogras. Todas as pessoas têm um preço e o meu até nem é muito alto.


Após retirar o brinquedo novo da embalagem minimalista, fui brindado com um assistente para me ajuda na configuração e personalização inicial, após o qual o meu novo Mac ficou pronto a usar. Vamos ver se isto é tão fácil de usar como dizem…

Antes de começar a falar do sistema operativo quero falar um pouco sobre o hardware. As especificações do meu Mac são as seguintes: Ecrã de 15 polegadas: 2.53 GHz Intel Core 2 Duo – 4 GB de Memória DDR 3 – Disco rígido de 320 GB – NVIDIA GeForce 9400M + 9600M GT com 512MB - Teclado iluminado. A Apple diz que este conjunto vale 2250€. Quem sou eu para discordar. Claro que preferia que esta máquina custasse menos que um Magalhães, mas se parar para pensar, este é um portátil topo de gama que tem um preço de acordo com a gama em que está inserido e de acordo com a concorrência.


O chassis Unibody construído a partir de um único bloco de alumínio assegura uma rigidez excepcional, tornando-o o portátil de 15’’ mais leve e fino do mercado. Apesar de funcional este chassis é extremamente bonito – outra coisa não seria de esperar da Apple. Sempre que uso o portátil em público há sempre gajas que deitam olhares lascivos. Numa ocasião em que estava a sincronizar o iPhone com o Mac, consegui um menage à trois com duas norueguesas.

O ecrã panorâmico com retro iluminação LED produz uma imagem nítida e saturada. O ecrã brilhante não provoca tantos reflexos como seria de esperar, mas pessoalmente não costumo usar o portátil em exteriores. Trata-se do melhor ecrã de portátil que já usei. Aliado ao ecrã vêm duas (sim, duas) placas gráficas, a nVidia GeForce 9400M para economizar bateria e a 9600M GT com 512 MB dedicados para pura performance. Para se alternar entre uma e outra, basta escolher a opção de “Alta performance” nas definições de energia e fazer logoff e login de novo. A 9600 GT aguenta na perfeição o COD4 para Mac. A bateria tem uma duração bastante interessante a correr MAC OS X com a 9400M activa, a bateria dura cerca de 4,5h a navegar na internet e a ver mails. Com a 9600GT não consigo mais de 3h.


Para além do chassis, do ecrã e das placas gráficas, outra das grandes vantagens do MacBookPro face à concorrência é o seu fantástico touchpad, de grandes dimensões e que suporta múltiplos dedos e gestos, à semelhança do iPhone. Permite por exemplo arrastar 2 dedos para fazer scroll, tocar com 2 dedos para fazer clique com o botão direito. Toda a superfície do touchpad se comporta como o botão esquerdo. Depois de me habituar a este touchpad, sempre que uso outro de um PC, este parece-me arcaico, lento e complicado.

Em relação ao teclado tenho opiniões contraditórias. Por um lado gosto do layout e do toque das teclas. Adoro o facto de serem iluminadas e desta iluminação ser ajustável automaticamente com a ajuda de um sensor de luz (o ecrã também é ajustável automaticamente). Não gosto do facto de faltarem teclas, tais como o DELETE (tenho que fazer Fn + BACKSPACE), o HOME ou o END. A ausência destas teclas é ainda mais notória em Windows, via bootcamp.


Quanto ao Software, o famoso MAC OS X, aqui é que as coisas se tornam mesmo interessantes. Tudo é fácil e intuitivo. As configurações são extremamente fáceis de efectuar para quem tem alguma experiência com sistemas Windows.


Antes de falar das coisas que gosto vou falar das que não gosto porque são poucas. Detesto o facto de não poder fazer cut/paste no finder. Se quiser mover ficheiros de partições diferentes tenho que os arrastar premindo a tecla Command. Não gosto do facto de se fechar a tampa do portátil este entrar em standby e de não ser possível alterar este comportamento... Existe uma aplicação que se chama InsomniaX que impede o portatil de adormecer, mas o seu uso é arriscado porque ao fechar o ecrã é fechada a saída de ar quente do chasis e, com isto arriscamo-nos a entrear em sobre aquecimento. Um chasiss tão bonito e pequeno tem que fazer concessões em algum lugar.

O Time Machine é talvez a melhor ferramenta do MAC OS X. É uma ferramenta de backups totalmente automática. Basta indicar qual o disco a usar. Tem que ser uma partição diferente da de sistema, preferencialmente um disco externo USB. Caso o orçamento o permita aconselho a compra de um Time Capsule (router wireless da Apple com disco rígido) que permite que os backups sejam efectuados via wireless, de forma totalmente transparente.


O iWeb09 é uma ferramenta de webdesign que permite criar HTML com boa aparência sem saber rigorosamente nada de HTML ou CSS. Este site é feito no iWeb09.


O iPhoto09 faz a gestão das fotografias digitais. Permite edição básica, tem integração com GPS (Maps), permitindo o posicionamento das imagens no mapa, suporta reconhecimento facial, basta indicar o nome de uma pessoa e ele varre a biblioteca de imagens à procura de rostos semelhantes. O iPhoto09 tem ainda integração com o facebook e com o flickr permitindo o envio directo de imagens e gestão de álbuns.


O iMovie09 permite a edição de vídeo de forma simples e tem integração com o youtube.

O dock é uma mistura de taskbar e menu de quick lauch, mais bonito e, acima de tudo, mais funcional e integrado.

Uma vez que o Mac OS X é baseado em FreeBSD há poucas probabilidades de ficar infectado com vírus. A maioria dos utilizadores de MAC (eu incluído) não tem anti-virus instalado nem se sente insegura com isto.


O Boot Camp permite a instalação em dualboot do Windows (XP ou Vista). Isto elimina alguns dos possíveis problemas de compatibilidade se bem que os drivers do bootcamp não são dos melhores. Esta opção é ainda mais válida se aliada ao VMware pois este permite montar a partição do bootcamp como se fosse uma VM e trabalhar no Windows sem sair do MAC OS.


O Spotlight, a ferramenta de procura da Apple é brilhante e esta totalmente integrada com o SO e com as aplicações, chegando ao ponto de se colocar “5*5” como na caixa de texto e ele chamar a calculadora e devolver 25.


Os Spaces (F8) são uma excelente ideia para separar as janelas abertas pelos vários desktops virtuais.

Em resumo, a cada dia que passa gosto mais do meu PowerBook. Passo mais tempo a trabalhar nele e menos a configurá-lo e personalizá-lo, ao contrário do que acontece com as máquinas Windows.


Goste-se ou não, ter um MAC é fazer parte de um clube, em que os outros membros nos abordam, dão sugestões ou opiniões. Perfeitos estranhos, nas mais variadas circunstâncias abordam-nos só para falar do MAC. Há quem ache isto engraçado e quem não suporte. O que eu não suporto é o facto de ainda não ter engatado ninguém apesar de tem um MAC e um iPhone. Será que não sou tão sexy quanto penso?