iPhone 3G e 3Gs - Review

 
 

Esta não é a review tradicional do iPhone em que são descritas todas as funcionalidades do iPhone de forma exaustiva. O que esta review é, é a minha opinião pessoal sobre o iPhone, modelos 3G e 3GS baseada em cerca de 2 anos de utilização.


Comprei o meu iPhone (8GB) no dia 15-07-2008. Já andava há muito tempo com vontade de entrar no mundo da Apple e escolhi o iPhone para este fim. Dizem que quem compra carros potentes, ou objectos de desejo, tem o pénis pequeno. Eu tenho que concordar, mas após comprar o iPhone, senti que o meu aumentou em, pelo menos 2 cm. O iPhone é Lindo!

A 1ª semana de utilização do iPhone foi bastante difícil, chegando mesmo a ponderar devolvê-lo e voltar ao meu antigo Nokia E60 que apesar de ter quase 3 anos tinha muitas mais funcionalidades que o iPhone. O E60 até broches fazia. Que saudades de um bom broche... Em contrapartida, o iPhone estava completamente limitado, não permitindo inclusive um básico copy / paste (após fazer o Jailbreak, é possível instalar uma aplicação que possibilita o Copy / Paste e após o lançamento da ultima versão de firmware, isso também passou a ser possível). Para piorar as coisas ainda não me tinha ajudado a engatar ninguém. Afinal para que é que esta merda serve?

Ao fim do 2º dia de utilização tive que desactivar o serviço de dados no meu cartão por já tinha perdido demasiados € por tocar acidentalmente no ícone do Safari. A partir daqui, internet só por wireless.


Resisti a devolvê-lo e continuei a usá-lo. Passadas algumas semanas comecei a perceber que o usava durante muitas mais horas do que o meu Nokia. É verdade, o meu antigo Nokia tinha muitas mais funcionalidades que o iPhone, mas era tão complicado, difícil de utilizar e pouco intuitivo que eu evitava usá-las.


A partir de 18-06-2009, com a versão 3.0 do firmware, a grande maioria das limitações do iPhone foram ultrapassadas. A partir do 3.0 já é possível fazer copy / paste, gravar voz, pesquisar palavras chave, sincronizar as notas e, acima de tudo já é possível usar o teclado em orientação horizontal em quase todas as aplicações, incluindo a escrita de SMS.

Com o iPhone, tudo é fácil e rápido. É a beleza aliada à funcionalidade, algo que é bastante difícil de conseguir. Configurar várias contas de mail, é facílimo e faz-se em poucos minutos. Caso as contas de mail já estejam configuradas no Outlook, o iTunes faz toda a configuração de forma automática. Diariamente leio e respondo a cerca de 30 mails usando o iPhone. Já em relação aos mails pornográficos que recebo, tenho outra opinião... é que o iPhone apenas suporta vídeos em formato MPEG ou mp4 e a maioria dos filmes que recebo no mail estão em AVI ou em WMV. Esta lacuna também implica que para ver longas-metragens no iPhone, tenha que converter os ficheiros AVI em mp4 e apenas importar estes últimos para o iTunes. Apple, isto era desnecessário, não era?


O ecrã que faz 480×320 é mesmo muito bom e acho que bate todos os da classe, mas apesar disso ainda fica aquém do ecrã da minha Nikon D300 que faz 640x480 e que tem uma área menor. Ver pornografia no telemóvel ganhou um novo significado. Descobri também o mundo dos podcasts, do qual já devorei horas devorei horas de áudio e de vídeo. Vejo inclusive longas-metragens no iPhone. A possibilidade de tirar screenshots (premindo ao mesmo tempo as teclas HOME e DESLIGAR) de início não me pareceu muito importante, mas quando comecei a escrever esta review revelou-se muito útil. Muito útil é também a possibilidade de ter múltiplos ecrãs Home, permitindo organizar os ícones por temas e esconder aqueles mais incómodos.

Configurar o acesso wireless também é muito rápido e fácil, sendo inclusive possível ver os dados do nosso acesso, nomeadamente o IP, a Gateway, e os DNS em uso. Temos ainda a possibilidade de renovar o nosso IP. A detecção de redes não é das melhores no software de origem. Se fizer um scan com o StumblerPlus consigo visualizar muitas mais redes do que com o software de configuração da Apple. Sim, o meu iPhone foi libertado!

O Safari está também muito bom e fácil de usar. No meu antigo Nokia, já navegava na Net via Wi-Fi, mas limitava a utilização ao mínimo e a páginas já guardadas nos favoritos devido à complicação que era escrever um URL ou até mesmo fazer scroll. A integração com o Youtube também é de louvar. Brilhante! Apenas não posso admitir a falta de suporte para Flash, havendo bastantes sites que não se conseguem abrir. Esta não é uma limitação tecnológica. Deposito todas as minhas esperanças num qualquer geek hacker que consiga portar o Flashlite para o iPhone.

O calendário é, também, bastante bom e fácil de sincronizar com o Outlook. No Nokia evitava inserir compromissos directamente no equipamento, inserindo-os no Outlook e sincronizando-o posteriormente. Com o iPhone, faço-o directamente de forma rápida e fácil.


A integração do GPS com o Google Maps é genial. É uma penas que eu não possa usufruir desta funcionalidade no exterior (porque desactivei as chamadas de dados), mas num local com cobertura wireless esta função é muito útil, permitindo obter informações sobre um determinado local sem ligar o PC.


Devo realçar também a integração do Google Maps com os contactos, permitindo, ao clicar no campo “Morada” de um contacto, mostrar a sua localização no mapa. Brilhante!

Em relação aos SMS que têm recebido inúmeros elogios por permitirem conversas agrupadas estilo Messenger, eu pessoalmente não gosto nada. Com o firmware 3.0 já posso apagar mensagens individuais, fazer forward, mas não as posso mover para outras pastas nem guardá-las. Gostava de receber relatórios automaticamente sem ter que escrever "*NOT#" no início de cada mensagem. Existe software para gerir os SMS de forma tradicional, mas é pago e eu ainda não o comprei. Acho que a Apple devia dar as duas opções.


Outro dos pontos muito negativos do iPhone é a sua função de alarme que apesar de funcionar bem e ser simples de usar tem uma falha grave. Eu, à noite, quando vou dormir, activo a função de despertador e desligo o telefone, o que num Nokia não apresenta problema algum. Na manhã seguinte, à hora definida, o Nokia liga-se e faz uma barulheira infernal, obrigando-me a acordar. O alarme do iPhone apenas funciona se o mesmo estiver ligado. Lamentável! Solução: activo o alarme do meu telefone secundário que é outro iPhone (o 3GS) e coloco-o em modo de voo para poupar bateria e não receber chamadas.


Recorrendo à AppStore é possível instalar gratuitamente o Fring que permite usar as funcionalidades do Live Messenger, do Skype, entre outras aplicações de instant messaging.


A sincronização do iPhone com o iTunes é, também, muito intuitiva. Além disso o iTunes cria uma cópia de segurança do iPhone sempre que este é sincronizado. Até aqui tudo bem, mas acho que devia ir muito mais além. A sincronização é sempre feita com o cabo USB, não dando a possibilidade de usar Bluetooth (que no iPhone serve apenas para ligar auriculares). Isto, eu acho lamentável. Com o meu antigo Nokia eu sincronizava-o sem o tirar do bolso e, para além disso enviava e consultava os SMS no PC (via Nokia PC Suite). Esta era uma das poucas coisas fáceis de fazer com o Nokia.

A bateria é outro dos pontos fracos do iPhone. Como lhe dou uma utilização bastante intensa, tenho que o carregar diariamente. Por vezes ao fim-de-semana ou nas férias, quando não o uso tanto, consigo carregá-lo apenas dia sim, dia não. Devido à grande utilização, com ao fim de 11 meses de utilização a bateria do iPhone começou a dar sinais de cansaço, mas para grande satisfação minha, fui à assistência da Optimus em Alfragide, e trocaram-me gratuitamente o telefone. Normalmente as baterias só têm 6 meses de garantia, mas a Apple troca o iPhone na hora, durante todo o 1º ano. Uma boa evidência do excelente suporte da Apple. Creio que a Vodafone procede da mesma forma, mas não o posso afirmar com certeza.


Quanto ao hardware, não vou falar dos acelerómetros, em relação aos quais já foi tudo dito. Em relação ao ecrã, ao fim de 11 meses ainda não tem riscos (e não tem nenhuma película protectora). Quanto à parte de trás, já não posso dizer o mesmo. O meu iPhone já caiu várias vezes e todas elas resultaram em cicatrizes profundas no plástico traseiro. O facto de a Apple me ter trocado o equipamento ajudou a fazer desaparecer os riscos.


Ao fim de 3 semanas de utilização libertei (Jailbreak) o meu iPhone pela 1ª vez. Isto permitiu-me expandir as funcionalidades do iPhone e colmatar algumas das suas lacunas (diz-se lacunas ou laconas?). A partir daqui podemos instalar um sem número de aplicações, desde jogos a aplicações de acesso remoto. Afinal quem se pode gabar de enviar SMS através de uma shell (linha de comandos) remota ou de controlar o seu telemóvel via VNC? Este tipo de funcionalidades apenas irá agradar aos mais geeks...

Outra das grandes inovações do firmware 3.0 é o spotlight, já familiar para quem usa o Mac OS X. É uma ferramenta que permite pesquisar palavras chave nos conteúdos presentes em toda a memória do iPhone. O spotlight efectua buscas nos contactos, nas notas, nos mails (inclusive nos mails que ainda não foram descarregados do servidor, nas aplicações, nos items do calendário, e até no conteúdo do iPod.


A nova versão permite também a gravação de audio, usando a aplicação Dictafone. Os ficheiros gravados podem ser enviados via mail, MMS ou descarregados para o PC ou MAC.

Como conclusão posso dizer que o iPhone versão 3.0 já não deve ser encarado apenas como um iPod que permite fazer chamadas. É, sem qualquer sombra de dúvida, o melhor telemóvel que já tive até hoje (só demorei 2 meses a perceber isto...) e aquele que uso mais horas por dia. O firmware versão 3.0 transformou o melhor telefone que já tive até hoje, no melhor telefone que tive até hoje. Tem alguns defeitos, mas as coisas que faz bem ajudam-me a esquecer as que não faz. Continuo a sentir que o meu pénis tem mais 2 cm do que tinha antes de ter o iPhone. Só lamento o facto de ainda não me ter ajudado a engatar ninguém, mas ainda não perdi a esperança.


Quer se queira, quer não, o iPhone é a bitola pela qual todos os outros se guiam. Qualquer smartphone actual se compara com o iPhone e isto, só por si, já é um feito notável.

Desde que saiu o iPhone 3GS, qualquer desculpa me servia para justificar a necessidade de o comprar. Ou era porque o 3G apenas tinha 8GB, ou porque era preto ou porque o inverno nunca mais chegava...


Finalmente cedi à tentação e comprei um iPhone 3GS de 32GB... preto. A sensação que tenho ao usar o meu 3GS é a de que é um 3G mais refinado, um pouco como o Snow Leopard está para o Leopard. Isto não diminui em nada as qualidades do 3GS. Passo a explicar:


Exteriormente são iguais, nas dimensões e aparência. O ecrã do 3GS é construído com um material oleofóbico o que evita que se suje tanto quanto o 3G. Já tinha lido sobre isto mas nunca pensei que funcionasse tão bem. Só limpo o meu antigo 3G quando começo a ter nojo de lhe tocar e olhar para ele, coisa que acontece pelo menos duas vezes ao dia, dependendo do número de chamadas. O 3GS é limpo uma vez por semana devido à eficácia desta tecnologia.


O 3GS tem um CPU de 600 Mhz que faz sentir a diferença face ao CPU de 400 Mhz do 3G. Esta diferença nota-se principalmente nos jogos e nas aplicações mais exigentes como é o caso do TomTom, mas é também perceptível no tempo que o iPhone leva a ligar-se ou a desligar-se.

Outra das grandes novidades do iPhone 3GS é o Voice Control, que permite controlar via voz as funcionalidades do iPod e efectuar chamadas. O controlo de voz até funciona bem. Basta dizer “liga nome-da-pessoa-a-ligar” e ele liga. Caso a pessoa tenha vários números o iPhone pergunta qual deles pretende e em seguida liga para o numero escolhido. Apesar da funcionalidade funcionar bem, acho que é bem mais simples usar as mãos e escolher o contacto.


Talvez a maior inovação no iPhone 3GS seja a nova câmara que já permite gravação de vídeo (é possível a gravação de vídeo no 3G instalando a aplicação Cycorder a partir do Cydia), tem 3 megapixeis e autofocus, permitindo escolher a área de focagem tocando no ecrã. O 3GS, para além de gravar vídeo, permite editá-lo e enviá-lo directamente para o Youtube.


O 3GS tem uma bússola digital para orientar os mais aventureiros ou permitir funcionalidades avançadas em aplicações desenvolvidas por terceiros.


Com o 3GS foi incluida uma pequena funcionalidade pouco publicitada, mas muito útil na minha opinião que é o indicador percentual de carga de baterial. Para o activar, tens que aceder a Definições > Geral > Utilização e escolher a opção Mostrar Percentagem. Claro que se tiveres um iPhone 3G com o Cydia, podes sempre instalar o SBSettings e activar esta opção.

De referir ainda que apesar da má fama da bateria, acho o seu desempenho bastante aceitável. No meu telefone principal, o 3GS consigo entre 2 e 3 dias, fazendo chamadas, vendo videos, jogando e usando o wireless. Já no meu telefone pessoal, o 3G, consigo cerca de 1 semana de bateria, mas faço muitas menos chamadas, não vejo videos, tenho o Wi-Fi desligado, apenas jogo esporadicamente.

Caso tenham questões ou queiram defender a honra do vosso telefone, visitem o fórum.


Caso pretendam uma review mais séria e imparcial, sigam o link abaixo:


http://www.pplware.com/2008/07/19/review-iphone-em-portugues/



Artigo da responsabilidade de Abafá Palhinha.


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Este tutorial tem como objectivo ser o mais simples possível de seguir e usar. Caso não compreendas alguma das instruções aqui apresentadas, por favor não hesites em contactar-nos com as tuas questões / sugestões. Eu, se estivesse no teu lugar, não quereria demonstrar a minha estupidez e fingia que tinha percebido tudo, mas tu é que sabes...


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